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January 30 1ª Faina à bóia de 2007A primeira faina à bóia de 2007 tá feita. No Domingo dia 28 de Janeiro saí de Faro na companhia do meu amigo Sacadura por volta das 6.15 da manhã com destino a Albufeira para fazer uma faina até à hora de almoço. A pesca realizar-se-ia na zona Oeste de Albufeira num pesqueiro que tem dado excelente resultados mas que o acesso não é o melhor. Pelo caminho começam a cair uns pingos de chuva no pára-brisas e começa a deixar-nos preocupados, pois não contávamos com ela e os oleados tinham ficado em casa. Chegados ao local optamos por um pesqueiro de fácil acesso pois poderia vir uma chuvada daquelas e não havia onde nos abrigarmos, erro que viríamos a lamentar mais tarde. Já no pesqueiro encontramos um local que faz as suas investidas a corricar em busca “daquele” robalo com quem prontamente metemos conversa: “Então, eles querem ou não?” – “Hoje não me parece, mas ontem tirei aqui mesmo um que tinha uns dois kilos e tal”. Com uma notícia destas o sangue começa logo a ferver. Depressa começamos a fazer um baldinho de engodo e a preparar o material. O mar traz uma vaga certinha mas não muito grande. Primeiros lançamentos e zás, o Sacadura engata logo um belo sargo, bem perto de um kilo. Eu também ferro um mas acaba por se ir embora. O peixe tá lá e o sol ainda não nasceu, as investidas nos ralos fazem-se logo após colocarmos as bóias na água. O Sacadura solta logo um “Epá os ralos assim não chegam”, pois foi puro engano. À medida que o sol começou a subir, o peixe deixou de investir e começamos a reparar que afinal as águas são bem mais lusas que o esperado. O mar começa a ficar um pouco maior mas continua lusa, tão lusa que se vê uma bóia presa no fundo que está a uns 5 ou 6 metros. Entretanto tiro um sargo, mas pequeno. Tentamos, tentamos, mas nada e após vários minutos sem um único toque decidimos mudar de local. Assim o fizemos mas as águas eram tão lusas por todo o lado que acabamos por mudar de sítio outra vez. Aí já com o engodo no fim lá tiro um sargo jeitoso e o Sacadura um bom bodião. Continuamos a saga mas nada nem mais um peixe. Depressa chegamos à hora de abalada com a certeza que se tivéssemos ido para o pesqueiro inicialmente em mente, o resultado seria bem diferente, pois o mar lá nunca deixou de bater e as águas estavam bem mais tapadas e oxigenadas, isto já para não dizer que nunca mais caíu um pingo de chuva. Mais fainas virão, e com melhores resultados, espero eu… P.S. - Aqui ficam as fotos possíveis, de uma manhã tão sofrivél. January 04 Última faina de 2006Pois bem, o destino ditou que a última faina seria embarcada com o meu amigo Zé Luís Costa e o Vater na zona Albufeira. A bordo do "Milene", zarpamos da Marina de Albufeira logo após o sol raiar, o vento era moderado e frio e vontade de ir em busca de novas pedras teria de ficar para outro dia, pois o cachão não deixava navegar como queriamos.
Assim decidimos fazer a primeira poitada mais por terra, onde a profundidade não ultrapassava os 20 metros. Para mim começou a correr bem, as safias vinham quase de seguida e de bom tamanho. Logo se solta o comentário da ordem: "Deste com o buraco delas ou quê???". Mais ninguém tirava peixe de jeito. Passados apenas 30-40 minutos o peixe deixa de comer. Agora só aparecia a criançada, protamente devolvida à água, sinal de que teriamos de rumar a outro pesqueiro.
Assim o fizemos, vamos mais para fora, e agora as profundidades variam entre os 40 e os 50 metros. O peixe não é muito, mas o Zé Luís tira um bela Bica para animar o pessoal, logo a seguir ferro um peixe quem nem deu tempo para nada, assim que entrou partiu logo o estralho, mesmo com a embraigem aberta. Como o peixe graúdo não mais apareceu, torna a fazer outra poitada, esta mais proveitosa.
O peixe não era muito mas lá sairam 3 Douradas, boas Safias e Choupas. O pior eram as andorinhas que não me largavam, eram umas atrás das outras e assim nem davam tempo para o outro peixe comer. Os colegas era só Safia-Choupa, Safia-Choupa e eu Andorinha-Andorinha-Andorinha e lá muito raramente uma Safia, enfim, à alturas que só apetece é ir dormir.
Já com a pesca feita e a caminho de terra ainda fazemos mais um poitada. A pedra é propicia para o besugo mas parece que não querem nada connosco, saem apenas meia-dúzia e aos pingos. O Zé Luís ainda tira um parguete mas nada que justifique ficar até mais tarde.
Chegados a terra, toca a arrumar, lavar, limpar.....enfim, aquelas coisas que menos gostamos.
O ano tá a acabar, mas outro aí virá, esperando que pelo menos seja tão bom como o que passou, e já agora que os Dias de Faina também o sejam!!!
Bom Ano 2007!!!
P.S. - Só para adoçar a boca....
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