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August 30 O verdadeiro sentido da FainaNuma passagem pelo melhor site de pesca nacional (www.Pescadesportiva-pt.net) encontrei um texto que mostra o que é a pesca (ou Faina) para nós. Ricardo Fino (autor) traduz em palavras, o que todos nós, pescadores por prazer, sentimos em cada dia, hora ou minuto de mais uma jornada. Assim e com a autorização do mesmo, aqui deixo esse mesmo texto:
"Caros Amigos pescadores escrevo este artigo para exprimir as ideias que por vezes me passam pela cabeça quando me surgem certas duvidas e incompreensões por parte de outras pessoas sobre o nosso desporto a (Pesca Desportiva), e o nosso amor por ele!
Vou delinear este artigo mostrando alguns exemplos de incertezas que certas pessoas me põem quando eu digo que pratico pesca desportiva. -“O quê, tu fazes isso?” Sempre que digo a alguém, especialmente malta nova, que pratico este desporto ficam admirados como se fosse uma coisa ultrapassada que os homens das cavernas faziam porque não tinham supermercados! Isto é conversa de quem não sabe o que é sentir a adrenalina a subir de lutar com um peixe e tentar levá-lo de vencido na sua luta por nos escapar. São pessoas que, a menos que experimentem, nunca vão sentir aquela sensação de alivio que se sente, quando nos levantamos bem cedo e vamos para a beira mar, numa bela manhã com o barulho do mar como fundo e os raios de sol ainda que fracos a aquecerem nos a camisola. É um momento único e só quem passa por ele lhe sabe dar valor! É impossível de explicar ou relatar! Não há palavras! Depois de muito pensar e matutar numa resposta já preparada para estas ocasiões caio na tentação de pensar nisto: Estas pessoas que me perguntam isto são as mesmas que vão para o Ginásio 2 a 3 vezes por semana pagar 25 ou 30 euros por mês para “aliviar o stress”, e eu pergunto-me: -“Será que eu também o consigo perceber?” – Descarregar o stress? Para estas pessoas descarregar o stress é passar uma hora fechado numa sala com meia dúzia de pessoas a suar, sem interagirem, porque não se conhecem só se vêem uma ou duas vezes por semana, em cima de uma bicicleta a pedalar sem sair do sitio, a olhar para uma televisãozinha num canto da sala ou para o espelho. Não sei se sou o único mas isso a mim só me faria mais stress! São essas mesmas pessoas que ao sábado e á sexta-feira á noite vão para as discotecas para estar com os amigos e aliviar a cabeça!? Acho graça, “aliviar a cabeça” e ”divertir-se”. Num espaço fechado a fumar o fumo dos outros a ouvir música em “altos berros” e quem sabe a arranjar maneira de no outro dia dormir até ás 5 da tarde, acordar com a boca a saber a papel reciclado e a cabeça a pesar 50 quilos! Já para não falar no dinheiro gasto para tais fins! Depois noutro tipo de pessoas, não pescadoras claro, temos aqueles que me dizem: - “Isso é um vício!” Ainda à pouco tempo convidei um primo meu com 12 anos a ir pescar comigo. O miúdo foi uma vez à Berlenga tirou dois sargos de quilo e ganhou o amor pela pesca a que alguns chamam de vicio. Ao chegar a casa pediu à mãe uma cana e um carreto. Acabei por lhe dar eu o conjunto para ele se iniciar. Passado algum tempo numa conversa, em que veio à baila a pesca, a mãe desse miúdo disse me: -“Já puseste o vicio no meu filho!”- Ao que eu respondi! Todos os miúdos nesta altura procuram algo que os faça afirmar perante os outros! Geralmente começam a aparecer algumas manias e vícios que vão construir a sua personalidade. Ora vícios conheço drogas, álcool, tabaco e jogo, tu acrescentas te a pesca, deste grupo qual preferes que o teu filho tenha? Temos é de dividir vícios de dependências! Nós pecadores não somos dependentes da pesca isso é certo, mas viciados também acho um abuso! Mas então o que somos? Somos apaixonados!! Apaixonados por aqueles sentimentos que não se podem explicar! Há outros que perguntam: - “Pesca porquê? Eu acho que ninguém sabe bem responder a isto, mas eu arranjei uma boa teoria. Ainda no tempo de Jesus Cristo houve alguém, que eu agora não me lembro, pregou um sermão, e não foi ás perdizes nem ás bicicletas de ginásio, foi aos peixes! E mais a maior parte dos apóstolos eram pescadores não eram caçadores nem culturistas! É uma teoria estranha talvez até disparatada mas só vem provar que a nossa actividade é abençoada e talvez seja por ai que tanta gente adora sem saber bem porquê. Para fechar este artigo exprimo as dificuldades que as pessoas à nossa volta têm em perceber o nosso sentimento e depois ouvimos coisas do género: - “Gostas mais de pescar do que de mim!”; - “Passas a semana a trabalhar e chega o fim-de-semana vais para a pesca!” Coisas deste género… Para estes casos tenho uma resposta a dar; O meu pai tinha uma t-shirt, escrita em Inglês, que dizia mais ou menos isto: “SE EU VOLTAR A IR Á PESCA A MINHA MULHER DIZ QUE SAI DE CASA…. VOU TER SAUDADES DELA!!!” Isto é levado ao extremo mas a verdade é que muito pouca coisa nos faz abdicar desta nossa paixão pela Pesca Desportiva! Quem experimenta não quer outra coisa!! Boas Pescarias (Dedico este artigo a todos aqueles que se identifiquem com ele!)" Espero que tenham gostato tanto como eu gostei! Deixo aqui uma foto que fala por si, qual playstation qual quê...
July 23 Uma faina de VerãoO Verão está aí e como é hábito as canas de bóia estão encostadas a ganhar pó até ao proximo Outono/Inverno. Mas no fim-de-semana passado a história inverteu-se. Com a presença de pessoal amigo de Lisboa por paragens mais a Sul, lá fui eu buscá-las para interromper o seu descanso. A equipa desta vez era formada por mim, pelo André(alvercafish), o gonçalo (Fonks) e o Caria. Assim combinámos uma pesca para o famoso pesqueiro Treme-Treme, local de fácil acesso e onde geralmente dá sempre para brincar com uns sarguitos. Manhã cedo lá nos encontramos e após os cumprimentos e aquele cafezinho, toca a zarpar para o pesqueiro que queremos lá chegar antes do sol nascer. Assim passados 30 min já lá estávamos. O vento não era muito mas muito frio para esta altura do ano. Enquanto se monta as canas e se faz um baldinho de engodo a conversa vai sendo posta em dia. Metemos as bóias a tomar banho, e os primeiros sinais não são nada bons, as bogas parecem dominar os pesqueiro. Assim que se vê os primeiros raios de sol começamos a pensar em mudar de lugar pois não saí mais nada a não ser bogas. Eu decido começar a lançar mais longe e lá tiro um Safia boa, mas devia ser a única. Eu e o André mudamos então de sitio. Eu lá tiro um sargote mais ou menos, o André tira um robalinho que prontamente foi devolvido por não ter medida, depois eu tiro outro sargo e o andré um belo carapau. O Gonçalo decide juntar-se a nós e tira também ele um sargote. Eu como não tava a gostar da cadência do peixe, decido então experimentar outro local. Nos primeiros 5 lançamentos 2 peixes, pequenos mas ao menos sentia-se qualquer coisa. Entretanto o grupo está todo reunido de novo. Vão saindo uns sarguitos e malta tá animanda. A faina dura sensilvelmente até às 10:00/10:30, altura que devido ao baixar da maré o peixe deixa de colaborar outra vez. Tava na hora de arrumar e seguir viagem. O intuito da pesca foi conseguido, um bom convivio e brincar com uns peixes. Após tudo arrumado, lá partimos, cada um com seu destino, mas com a certeza de termos passados bons momentos na faina. Podem ver as fotos na pasta propria. July 04 Acabar em GRANDE!Pois é caros amigos, assim terminei a minha participação nos campeonatos de Pesca Embarcada - Região Algarve da FPPDAM por este ano. O dia começou cedo, às 6 da matina já tou eu à espera do meu colega Jacinto para o cafezinho matinal. O tempo parece não querer ajudar, pois o vento sopra com alguma intensidade e quem anda nisto sabe do que falo. Logo após o cafezinho lá vamos nós para o local do encontro, desta vez a prova é em Vilamoura. Chegando ao local à que meter a conversa em dia com o resto do pessoal conhecido. Assim chega a hora de os comissários chamarem pelo pessoal, toca a reunir, agarrar no material e siga, cada grupo para seu barco. A mim tinha-me calhado o Nautica Rio Minho, bom presságio, pois nas outras duas provas os vencedores absolutos tinham calhado neste Rodman de quase 9m. Lá nos dirigimos então para o mar. Entre preparar o material e arranjar o isco, toca a fazer o sorteio de lugares. A mim calha-me, a meu ver, o pior lugar para se pescar naquele barco, uma das laterais, mas fazer o quê? Sorteio é sorteio.
Chegados ao local, mais ou menos entre Quarteira e Faro, começa tudo a preparar o seu local com baldes, geleiras e outros tantos acessórios, nisto chega a hora de meter as pescas para baixo. O peixe parece que quer colaborar, vão saindo umas boas safias e umas choupas, o problema para alguns é que o peixe está como costumamos dizer, um pouco técnico. Após a primeira pausa estou contente comigo mesmo, tenho já uma boa quantidade e melhor ainda é que 90% do meu peixe são choupas, muitas de boa medida, que valem mais 10 pontos que as safias. Após mudar a saga continua, mas as choupas já não colaboram tanto, é altura então se "me jogar" às safias. Nisto olho e vou-me um pouco abaixo ao deparar que a ponteira está partida ao meio. Já não bastava este azar senão ter sido apenas com 15 minutos do segundo periodo, agora tenho de esperar 1h até ao proximo intervalo, ou então mudar já a ponteira, mas aí iria perder uma imensidão de tempo. Opto por pescar mesmo assim e "Seja o que Deus quiser". Mesmo com a cana assim continuo a apanhar uns peixes até ao intervalo. Afinal foi a melhor opção que podia tomar. Não perdi tempo e mesmo assim tirei peixe, menos do que teria tirado com a ponteira boa, mas nada mau. É então que vou para a popa, mas a pesca tava feita, o peixe começa a escassear cada vez mais, e a partir do meio dia então.... foi para esquecer.
Assim chegamos às 14h, hora de terminar, depressa arrancamos para terra e começamos a fazer a contagem do pescado. As pontuações são boas e muito equilibradas, o meu peixe é o ultimo a ser contado, e depois de ver as pescas dos meus adversários, pensei para mim: em 3º ou 4º fico, se as choupas me ajudarem, pode ser que faça ainda melhor. Assim que começam a medir as minhas choupas mais pequenas, começo a ficar cada vez mais entusiasmado. Afinal aqueles peixes que me têm "tramado" noutras provas por lhes faltar sempre um centimetro ou menos ainda, hoje estão do meu lado e acusam 23cm e qualquer coisa. Há um adversário que tem uma pesca muito parecida à minha, só que tem um pargo e uma bica, daí pensar que devo ficar em 2º, mas de repente quando oiço de dentro da cabine: À Campianito!!! 1330 pontos! Fiquei..... Parvo! Como podia ser? O homem com uma bica e um pargo tinha 1280 e eu 1330? Uiiii, fiquei realmente contente, depois de ouvir então pelo rádio que nos outros barcos ninguém tinha feito sequer 1200 pontos, aí pensei; Será que o maçarico aqui do Je vai ganhar isto??? Pois assim foi, ao contrário que todos esperavam, incluindo eu, fui eu o vencedor da 3ª e útlima prova do campeonato. Com isto passei do 16º da geral para 7º e assim, para o próximo ano lá estarei eu na 2ª Divisão.
Como já tinha dito noutros post's, meti-me nestas andanças por desafio de alguns companheiros da faina e também para aprender cada vez mais, mas este final foi simplesmente ESPECTACULAR!!!! Não só ganhei uma prova, que normalmente só ganha quem anda nisto há já alguns anos, como ainda subi de Divisão. Para um maçarico como eu, que tenta dar sempre o melhor mas que nunca esquece a verdadeira essencia da FAINA, ao contrário de muitos, que mais lhe posso chamar senão: Acabar em GRANDE!!!!
P.S.- Os pormenores da classificação podem ser consultados em: http://www.fppdam.pt/index.php-option=com_content&task=view&id=39&Itemid=46.htm June 26 Nova faina a bordo do SIMBAFoi para o dia 23 de Junho que ficou marcada mais uma saída no novo barco do meu amigo Zé Luís Costa, o Simba I. Assim, tal como combinado, lá nos encontramos nas bombas da Repsol de Albufeira às 6:30Am, para o cafezinho matinal.
Após 15 minutos de conversa lá arrancámos em direcção da Marina e toca a encher o Simba de tralha. Eu ia ansioso por me estrear na faina como uma nova cana, a Colmic Reporter de 3m-4m telescópica. Com uma nortada forte lá arrancámos para os lados de Armação de Pêra em busca de uma pedra que costuma ser generosa em besugos. A Faina até não começa mal, tiro logo uma bela Safia e o vento cai literalmente, mas era pura ilusão. Os besugos eram escassos, e o que mais entrava a bordo eram as nossas "inimigas" andorinhas. Após alguma insistência lá decidimos arrancar para outro pesqueiro em busca de outros peixes. Nova poitada, nova desilução! Desta vez eram as choupas miudas que estavam num frenezim enorme, era só chegar lá abaixo... Nisto o Zé Luís sente um belo peixe, e é claro que se solta logo o comentário: "Aí está o Chorão, tanto chora, tanto chora que vira Mijão" enfim frases comuns entre amigos. Já com o peixe mais ou menos a meia água acontece o inesperado, o tão desejado peixe arranca fugazmente e zássss..... foi-se embora. O desalento é geral. Quando a montagem chega cá acima verificamos que o tal menino rebentou só e apenas 2 estralhos ao mesmo tempo, tal a força do bicho. Continuamos a insistir na esperança de aparecer outro, mas NADA. A choupa miuda continua lá em baixo e após devolvermos inúmeros peixes à água desistimos e é chegada a hora de sermos nós a comer, já que "eles" não querem, queremos nós.
Após "enchermos a mula" lá metemos as pescas na água para ver se as mini-choupas ainda estão por ali. Lá tiramos algumas safias mas coisa pouca. Entretanto lá chega o meu momento, ferro um pargote jeitoso que após algum trabalho lá entra no chalavar. Assim decidimos continuar a insistir com o intuito de apareceram mais, mas mais uma vez NADA. Como o peixe continua escasso, mudamos de novo. Agora rumamos mais a terra em busca de uma pedra que costuma ser proveitosa nos finais de tarde. Mas como se costuma dizer: "Em dias que eles não comem mais vale tar quieto". Lá vão saindo uns peixitos mas coisa pouca. O vento começa a ganhar força de novo e decidimos rumar a terra, pois se não comeram até agora...
Chegados a terra ficou a certeza que foi mais um dia bem passado, longe do stress, e eu muito contente com a minha estreia aos comandos de uma Colmic.....
Já de noite lá nos encontrámos em casa do Zé Luís para comermos uns peixitos grelhados na brasa, beber uma garrafinha de branco bem fresquinha e dividirmos com nossas marias as peripécias de mais "UM DIA DE FAINA!"
Aqui fica o peixe que "infelizmente" acabou por ser o Rei do Dia May 31 Eu e os meus amigosHá já algum tempo que pensava em fazer um brincadeira destas. E finalmente tá pronto.
Aqui fica "Eu e os meus amigos", tudo da FAINA claro. Liguem o SOM, que aqui vamos nós.....
May 25 Sagres - um dia a recordarFoi no dia 24 de Maio de 2007 que integrei mais uma saída de pesca organizada pelo meu amigo José Salvador, onde compro praticamente todo o material e isco. Desta vez a saída estava marcada para a zona de Sagres e a bordo de um de melhores barco onde já meti os meus pezinhos, o MV José Batista.
Com saída marcada para as 6:00Am (o que me obrigou a levantar bem cedinho...) lá arrancámos nós em direcção a ESTE. Passado uns 30 minutos já estavamos a largar ferro, a excitação era muita pois para a maioria dos pescadores do Algarve, Sagres é a meca da Faina. Assim que as pescas começam a chegar ao fundo começam a sair os nossos amigos mais indesejáveis, ou seja, andorinhas, garoupas, etc etc, o normal quando se fazem poitadas em pedra rija, mas também foi sol de pouca dura. As safias e os besugos de bom porte começaram a aderir, e o pesqueiro começou a fazer-se. Para além destes peixes, entraram também bons carapaus brancos, as bicas (duas delas bem grandes) e dois parguetes. Enfim ia sempre pingando peixe.
Já com os baldes bem compostos, alguns elementos que só pensam em "muito peixe" começaram logo "Vamos mas é à procura de outro mar", "Vamos mas é para sitios mais fundos", erro que às vezes costuma dar maus resultados, mas enfim o mestre lá lhes fez a vontade. Partimos então mar a dentro onde iriamos fazer uma poitada numa fundura a rondar os 60 metros, pois muita gente pensa (e mal) que quanto mais fundo maior é o peixe. Chegados ao pesqueiro toca a por anzois de molho, eu por acaso como não estava nada satisfeito de ter saído de um sitio onde havia peixe, então em vez de pescar optei antes pela sandocha e ficar na espectativa. Decisão que se veio a verificar ser a mais acertada. Para provar a teoria "errada" de muita gente, só sairam safias e choupas minorcas e bogaria com fartura, é então que o pessoal verifica que foi uma má decisão e pedem ao mestre voltámos mais para terra. Ele nada contente (claro) lá acedeu e depressa chegamos a um novo pesqueiro, este sim o melhor de todos, tão bom que deu para o resto do dia.
Era um pesqueiro daqueles que só dá bons peixes e algumas linhas partidas.....
Resumindo e concluindo: uma boa "teca" de peixe, onde se inclui o Sargo-Veado, uma bica(1.5kg) e uma bela Safia (900gr), um dia EXCELENTE que espero repetir.
Não gosto muito de fotos em casa, mas ontem andava tudo muito ocupado para tirar fotos, então não me restou outra alternativa.
May 18 A minha estreia no SimbaO dia tava excelente, o barco excelente, a companhia excelente, a comida excelente, o isco excelente, a pesca.........no comments!
Há dias que mais vale ficar em casa.
Já agora fica uma voto do Simba
Melhores dias virão, espero eu May 10 Mais uma provaFoi no passado dia 6 de Maio de fiz a minha 2ª prova federada, desta vez em Portimão, iniciando-se às 8:30 e terminando às 14:00.
O sorteio mandou-me para uma traineira recuperada, mau presságio, pois quando toca a mudar de pesqueiro, estas embarcações são mais lentas que eu a correr, facto que se veio a verificar.
Inicio a prova a Estibordo, e para mal dos meu pescados, foi precisamente um dos lugares onde a "seca" se fez sentir. Eu só via os outros a tirar safias atrás de safias e eu e o meu colega do lado nada, só choupa miuda. Após a primeira muda de lugar (1h15) os resultados estavam à vista, eu tinha apenas uma Safia e uma choupa que viria a acusar, tal como muitas outras, perto de 22cm, enquanto outros já iam com 10 ou 12 peixes válidos. Só me restava recuperar, fazer uma prova de trás para a frente.
Após mudar de lugar lá comecei a tirar uns peixes e a recuperar em relação a outros mais. Muda após muda lá me fui aproximando, chegando ao "ridiculo" de só eu tar a tirar peixe e ter de mudar de pesqueiro, pois nestas coisas, se a maioria não está a apanhar mudasse para não darem hipotese. Enfim, como me meti nisto com o intuito de aprender e só depois competir, por mim tudo bem. Vejo quem ande stressado no barco, quem se atrapalhe por tentar fazer tudo à pressa, comigo nada disso se passa, é apenas mais uma faina...... Ah quase me esquecia, fiz 4º do meu barco (em 8) e estou em 16º da geral (em 60). Mais tarde, quando os meus conhecimentos tiverem uma base mais sólida, aí sim irei também para competir.
Quem quiser ver as classificações ao pormenor consulte:
May 07 Encontro na ZambujeiraFoi no último dia do mês de Abril que se realizou mais um encontro Lisboa-Algarve desta vez na Zambujeira do Mar e devido a presença do colega do Pesca Desportiva-Pt, Fernando Encarnação (Sargus), passou a ser um encontro Lisboa-Alentejo-Algarve.
Lá nos encontrámos no miradouro da Igreja às 7:00Am tal como combinado (Eu, o Bento, o André e o Fernando) e após os naturais cumprimentos toca a espreitar o mar de forma ao local Sargus escolher o melhor pesqueiro. Acabámos por ficar mesmo na vila numa baía a norte da praia.
O local pareceu-nos muito bom, tanto em termos de pesqueiros como em termos de acessibilidade e assim toca a meter o material às costas que já se faz tarde. Temos muito por onde escolher, o pesqueiro inicia-se num lajão enorme que depois se divide em inúmeras lajes mais pequenas e que nos dão a possibilidade de pescar bem perto da água. (ver fotos)
Assim o André começa logo a fazer um baldinho de engodo, enquanto os outros preparam o material e começam a escolher os sítios para meter os anzois de molho. As primeiras tentativas não deixam marcas, pequenos toques mas peixe que é bom nada, ou melhor, umas salemas e um bogas que prontamente são devolvidas.
Já mais perto do meio da manhã lá começam a sair os primeiros sargotes, mas pequenos e que têm o mesmo destino dos primeiros peixes do dia. O Fernando aproveitou a falta de peixe para apanhar uns quantos percebes, poucos, pois a Lei não permite grandes aventuras, e já mais perto da hora de almoço é obrigado a ir embora, pois a vida não é só pesca.
O peixe era pouco ou nenhum. O Bento arrisca agora no canto interior da baía, eu junto-me a ele e o andré decide ir tentar do outro lado da baía. Os toques são muitos mas o peixe teima em não "crescer". Então o Bento lá tira uma bela safia, mas parece que andava sozinha, ou então as passear com os filhos.
Então decido-me por ir tentar num local onde o André já tinha tirado 3 sargotes pequenos. Excelente aposta. Após meter os ralos dentro de água começo a tirar uns sargos, uns mais pequenos outros um pouco maiores, mas excelentes para o efeito, sentir o prazer que "lutar" com eles. Enfim deu para trazer uns peixitos para casa. O Bento ainda veio tirar dois ou três peixes ao meu lado, enquanto que o André quando chegou perto de nós, o pesqueiro começava a ficar impraticável devido à ventania.
A meio da tarde toca a papar uma sandes e começar a arrumar, já está na vazante e o peixe parece que deixou de comer outra vez. Após tudo arrumado e as despedidas, faço-me à estrada com a certeza que o que levamos da vida são dias como este. April 24 A despedida do MILENE
Saímos ainda o sol nasce, a equipa hoje é composta por mim, pelo Jacinto, pelo Zé “Mijão” Ribeiro e o pelo Zé Luís Costa, e após alguns minutos a deslizar pelas calmas águas Algarvias, fazemos uma primeira poitada onde tiro logo uma bica pequena. Passado muito pouco tempo somos “obrigados” a procurar novo poiso, isto devido à presença de um profissional que levanta as suas redes, facto que faz alvorar o pouco peixe que aqui se encontra. Navegamos então ainda mais para Poente e toca a jogar ferro de novo num local onde sonda marca muito peixe. A poitada revela-se de novo fraca, o muito peixe que por aqui existe é maioritariamente choupa miúda que nem deixa o restante peixe comer. Então como todos nós somos rígidos no que toca ao cumprimento das medidas mínimas do pescado, decidimos “dar cabo” para ver se na ponta da pedra o peixe “cresce”, afinal a frase que mais se ouvia era: “Já tou farto de jogar peixe à água”. O peixe cresce mesmo, e lá começam a sair boas safias entre outros peixes, mas foi sol de pouca dura. Toca a levantar ferro e refazer a poitada uns metros mais adiante. O peixe não é muito, mas de bom tamanho, eu chego mesmo a tirar um carapau lindo o qual deve ter uns dois palmos. O Zé Luís anda “furioso” farta-se de perder madres no fundo e cada vez que isso acontece solta-se logo um “Piiiiiiii”, desculpem mas não posso revelar, fica à vossa imaginação. Nisto ferra um bom peixe que dá uma arrancada daquelas, mas após um “pequeno” erro deixa o peixe ir à pedra… Enfim, tá mesmo em dia não, e toca a mudar de madre outra vez. Eu também ferro dois peixes bons (talvez bicas) mas ambos não querem nada comigo e desferram. O peixe come mal, mas lá vai saindo um peixe aqui outro ali. Decidimos então rumar mais a Nascente para fazer uma outra poitada. A aguagem é forte e o peixe difícil de ferrar mas tal local veio a revelar-se na melhor poitada do dia. A choupa era muita, mas ao invés do que já se sucedera, aqui já apareciam de bom tamanho, pena que a maioria andava na casa dos 21/22 cm, e claro toca a voltar de novo à água. Após “aproveitar-mos” a fome das choupas toca a almoçar que se faz tarde. Após o repasto, toca a colocar de novo os anzóis na água e é então que eu tiro a bica do dia, a qual dá um gozo enorme, tais as investidas da menina. Nisto a choupa volta em força e toca aproveitar, mas no meio de tanta choupa lá sobrou uma bica para o Zé Ribeiro. Mais para o fim do dia lá começam a pingar uns besugos para compor o ramalhete, mas faltava ainda o Mijão dar o ar da sua graça, e não é que deu mesmo. Mesmo ao cair do pano lá lhe calha um Sargo Veado, enfim já estamos habituados. Fica assim para a história a minha despedida do MILENE, com uma pesca que adorei: pessoal 5 estrelas, mar bom e peixe muito técnico o que ajuda sempre a evoluir. Não se esqueçam de dar uma olhadela nas fotos.
April 10 Férias sinónimo de FAINAPois é, o momento porque todos os anos esperamos chegou (pelo menos uma parte), as Férias. Uma semanita para descontrair e como não podia deixar de ser para matar o vicio da Faina. Pior é que se passaram num instante, mas fazer o quê? Temos é de gozar ao máximo estes momentos. Os primeiros dias são para me deliciar com a passagem do Rally de Portugal (outra das minhas paixões) por terras Algarvias, depois decido que se o tempo deixar, irei dia sim dia não à Faina, nada mal
Pois bem, em termos de faina, as mini-férias começam logo com a minha estreia em provas federadas, a 1ª Mão do Campeonato Nacional de Pesca Embarcada da 3ª Divisão - Zona Algarve. A prova disputar-se-ia entre 8:30 e as 14:00 do dia 1 de Abril mas devido às condições meteorológicas (ou melhor, a quem não as aguentou) teve o seu termino por volta das 11:20. A prova em si não me corre mal, mas o peixe foi muito pouco, tão pouco que houve até quem não conseguisse levar um único peixe à pontuação. Eu faço o 2º lugar do meu barco (em 11) e não consigo melhor classificação pois o 1º classificado tem na sua posse um lindo pargo, que não só é dos peixes mais pontuados, como o seu tamanho implica bonificação. Mesmo assim para quem se estreava, penso que não me saí lá muito mal.
Depois dia 3 de Abril o tempo não quer ajudar, mas mesmo assim resolvo ir até Albufeira para explorar novos pesqueiros. O isco será só aquele que tenho no congelador. Trato das minhas coisas, levo o miúdo ao infantário e faço-me à estrada. Quando chego vejo que as condições não são as melhores, o mar é demasiado calmo, as águas muito limpas e o vento parece querer começar a apertar. Mesmo assim não tenho nada a perder, nem mais nada para fazer, então toca a meter a bóia dentro de água. Ando de sitio em sitio a experimentar novos sítios, novos materiais e até novas montagens. O produto da pesca é fraco como seria de esperar, mas deu para tirar umas conclusões. Uma coisa muito engraçada que me aconteceu neste dia, foi que, à medida que ia tirando uns peixitos ia-os colocando numa poça ali perto para os devolver no final, então não é que as gaivotas paparam tudo... até 3 ou 4 sardinhas que tinha deixado à parte foram....
5ª Feira, dia 5 de Abril, estava agendada uma pesca a bordo do MILENE, barco do meu amigo Zé Luís Costa, na companhia do Meco e do Monteiro. A Previsão não era muito boa, pois a previsão dava vento durante a manhã, mas pior de tudo é que o Vento foi durante a manhã, a tarde.... conclusão, pouco peixe e uma granda molha no regresso. Apesar de pouco peixe, ainda deu para sair 1 bica a cada um excepto a mim que fui contemplado com um sempre lindo Sargo Veado.
Depressa chegamos a Sábado, dia 7, e toca a aproveitar a última faina destas mini-férias. O destino é outra vez o Alto-Mar abordo do Milene, mas desta vez saem connosco o Zé Ribeiro e o Jacinto. Navegamos direito a uma pedra descoberta ao acaso no ano passado, mas assim que lá chegamos deparamo-nos com um barco de profissionais, os quais nos dizem logo que ali tá cheio de "aparelhos", para nossa tristeza ou talvez não, rumamos um pouco mais à ESTE, onde temos uma outra pedra marcada. Bendita à hora que mudamos para este local.
Assim que chegamos tiro logo um parguete ao 2º lançamento, depois o "mijão" do Zé Ribeiro, como não podia deixar de ser, tira logo outro, este já na casa do kilo e qualquer coisa. Depois a mestria, e não só, veio ao de cima, o Zé Luís parece que mete engodo no síto onde coloca as suas montagens e num espaço de hora e meia tira 3 pargos e 2 bicas, enfim...... A mim só me calha garoupas, são umas atrás das outras e o Zé Ribeiro lá tira mais uma bica. O Jacinto anda às aranhas, nem garoupas lhe calha. O Zé Luís é sempre a dar-lhe, safias, choupas intercaladas com os peixes já anteriormente referidos.
Eu e o Zé Luís estamos à popa e temos uma 2ª cana para o peixe de marca maior. A minha de repente dá sinal, seguro nela e digo: "Tá cá um" mas assim que digo isto sinto duas valentes "cabeçadas" e ....tchau até mais. Não era hoje que tinha que morrer, largou o anzol e foi-se embora. No meio de amena cavaqueira o Zé Luís ferra outro, este por sinal Pai ou Avô dos outros todos, tal a linha que levava e a força que fazia, mas acontece-lhe o mesmo, o homem fica completamente desalentado, apenas dizendo: "É que nem o consegui descolar do fundo...". Nisto e de um momento para o outro o peixe desaparece, ainda insistimos na esperança de ter entrado peixe graúdo, mas como temos duas canas com montagens fortes lá em baixo e nem sinal dão, parece que o peixe abalou mesmo, à que rumar a outras paragens. A fuga dos dois últimos exemplares estragaram o pesqueiro, mas enfim, não nos podemos queixar. Rumamos agora mais a terra, os besugos estão no meu bordo, os quais tento aproveitar ao máximo, tendo que deixar o almoço para mais tarde. O Jacinto lá se encontra consigo próprio e tira uma bica, depois o Zé Luís outra (já tinha pouco peixe....) e finalmente eu tiro também uma de bom tamanho. Entretanto o peixe começa a falhar denovo e começamos a ouvir muita trovoada em terra e a verificar que por lá as coisas estão a ficar "negras", decidimos então rumar a terra, apesar de estar ainda um sol maravilhoso no mar. Não queremos que "aquele" tempo chegue perto de nós quando estamos a umas quantas milhas da costa. Assim rumamos a terra na convicção que com os amigos os dias são sempre bem passados, muito mais quando metem FAINA!!!!
Ficam aqui uns mini-videos para adoçar a boca:
March 01 PescaDesportiva-PT a bordo do MV José Batista - FEV2007
Entradas: Pão, Paio, Chouriço, Queijo…. tudo Caseiro. Prato Principal: Leitãozinho Assado…. Regado com vários vinhos caseiros. Sobremesa: Medronho, Aguardente Melosa e Café. Após o almoço toca a meter anzóis de novo na água, mas agora com a certeza que “a pesca” tava feita. Uns estão empenhadíssimos em tirar mais uns peixes, outros nem tanto…. Nota-se bem quem teve melhor desempenho ao almoço. A pesca não está tão produtiva como de manhã mas sempre vão saindo uns peixes, a bicas continuam a colaborar e o ambiente continua fora de série. Depressa chegamos à hora de abalar para terra. Engraçado que praticamente todos tirámos pelo menos 1 bica (chama-se a isto: dividir o ”mal” pelas aldeias). Cada cara espelha bem o resultado deste encontro, estamos todos alegres (uns mais que outros) e após chegarmos a terra o sentimento é unânime: que mais podemos pedir??? Nada, com certeza UM DIA A REPETIR… Vejam as fotos, com certeza que irão gostar. E já agora alguns videos também: February 16 Em busca deles no Malhão......ou não!Foi para o passado dia 3 de Fevereiro que se tinha combinado uma pesca daquelas "Lisboa-Algarve".
Por parte de Lisboa vieram o Bento, o Cromo André e um novo elemento o Paulo Caria. Dos Algarves abalaram aqui o je e o meu amigo Saca.
Às 7 da matina era a hora combinada, mas o pessoal de Lisboa quis antecipar-se (para ficar nos melhores lugares, claro
Em relação à pesca, até começou bem, o André sacou o Sargo já de bom tamanho mas......... ficou-se por ai. À muito tempo que não tinha um dia tão mau de faina. Tirando esse Sargo e outro mais pequeno que o Bento tirou, foi tudo corrido a GRADE/CHIBO. Exceptuando-se Salemas e Tainhas, as quais mereceram a nossa dedicação apenas para testar o material e que foram prontamente devolvidas à água. Assim desta vez o convivio ganhou à pesca. Escusado será dizer que mesmo sem peixe foi um dia bem passado. Podem ver as poucas fotos que se tiraram, no espaço próprio. January 30 1ª Faina à bóia de 2007A primeira faina à bóia de 2007 tá feita. No Domingo dia 28 de Janeiro saí de Faro na companhia do meu amigo Sacadura por volta das 6.15 da manhã com destino a Albufeira para fazer uma faina até à hora de almoço. A pesca realizar-se-ia na zona Oeste de Albufeira num pesqueiro que tem dado excelente resultados mas que o acesso não é o melhor. Pelo caminho começam a cair uns pingos de chuva no pára-brisas e começa a deixar-nos preocupados, pois não contávamos com ela e os oleados tinham ficado em casa. Chegados ao local optamos por um pesqueiro de fácil acesso pois poderia vir uma chuvada daquelas e não havia onde nos abrigarmos, erro que viríamos a lamentar mais tarde. Já no pesqueiro encontramos um local que faz as suas investidas a corricar em busca “daquele” robalo com quem prontamente metemos conversa: “Então, eles querem ou não?” – “Hoje não me parece, mas ontem tirei aqui mesmo um que tinha uns dois kilos e tal”. Com uma notícia destas o sangue começa logo a ferver. Depressa começamos a fazer um baldinho de engodo e a preparar o material. O mar traz uma vaga certinha mas não muito grande. Primeiros lançamentos e zás, o Sacadura engata logo um belo sargo, bem perto de um kilo. Eu também ferro um mas acaba por se ir embora. O peixe tá lá e o sol ainda não nasceu, as investidas nos ralos fazem-se logo após colocarmos as bóias na água. O Sacadura solta logo um “Epá os ralos assim não chegam”, pois foi puro engano. À medida que o sol começou a subir, o peixe deixou de investir e começamos a reparar que afinal as águas são bem mais lusas que o esperado. O mar começa a ficar um pouco maior mas continua lusa, tão lusa que se vê uma bóia presa no fundo que está a uns 5 ou 6 metros. Entretanto tiro um sargo, mas pequeno. Tentamos, tentamos, mas nada e após vários minutos sem um único toque decidimos mudar de local. Assim o fizemos mas as águas eram tão lusas por todo o lado que acabamos por mudar de sítio outra vez. Aí já com o engodo no fim lá tiro um sargo jeitoso e o Sacadura um bom bodião. Continuamos a saga mas nada nem mais um peixe. Depressa chegamos à hora de abalada com a certeza que se tivéssemos ido para o pesqueiro inicialmente em mente, o resultado seria bem diferente, pois o mar lá nunca deixou de bater e as águas estavam bem mais tapadas e oxigenadas, isto já para não dizer que nunca mais caíu um pingo de chuva. Mais fainas virão, e com melhores resultados, espero eu… P.S. - Aqui ficam as fotos possíveis, de uma manhã tão sofrivél. January 04 Última faina de 2006Pois bem, o destino ditou que a última faina seria embarcada com o meu amigo Zé Luís Costa e o Vater na zona Albufeira. A bordo do "Milene", zarpamos da Marina de Albufeira logo após o sol raiar, o vento era moderado e frio e vontade de ir em busca de novas pedras teria de ficar para outro dia, pois o cachão não deixava navegar como queriamos.
Assim decidimos fazer a primeira poitada mais por terra, onde a profundidade não ultrapassava os 20 metros. Para mim começou a correr bem, as safias vinham quase de seguida e de bom tamanho. Logo se solta o comentário da ordem: "Deste com o buraco delas ou quê???". Mais ninguém tirava peixe de jeito. Passados apenas 30-40 minutos o peixe deixa de comer. Agora só aparecia a criançada, protamente devolvida à água, sinal de que teriamos de rumar a outro pesqueiro.
Assim o fizemos, vamos mais para fora, e agora as profundidades variam entre os 40 e os 50 metros. O peixe não é muito, mas o Zé Luís tira um bela Bica para animar o pessoal, logo a seguir ferro um peixe quem nem deu tempo para nada, assim que entrou partiu logo o estralho, mesmo com a embraigem aberta. Como o peixe graúdo não mais apareceu, torna a fazer outra poitada, esta mais proveitosa.
O peixe não era muito mas lá sairam 3 Douradas, boas Safias e Choupas. O pior eram as andorinhas que não me largavam, eram umas atrás das outras e assim nem davam tempo para o outro peixe comer. Os colegas era só Safia-Choupa, Safia-Choupa e eu Andorinha-Andorinha-Andorinha e lá muito raramente uma Safia, enfim, à alturas que só apetece é ir dormir.
Já com a pesca feita e a caminho de terra ainda fazemos mais um poitada. A pedra é propicia para o besugo mas parece que não querem nada connosco, saem apenas meia-dúzia e aos pingos. O Zé Luís ainda tira um parguete mas nada que justifique ficar até mais tarde.
Chegados a terra, toca a arrumar, lavar, limpar.....enfim, aquelas coisas que menos gostamos.
O ano tá a acabar, mas outro aí virá, esperando que pelo menos seja tão bom como o que passou, e já agora que os Dias de Faina também o sejam!!!
Bom Ano 2007!!!
P.S. - Só para adoçar a boca....
December 13 Uma tarde de muito frioMais um fim-de-semana prolongado mais uma oportunidade para ir à faina, mas os dias têm sido cinzentos, chuvosos e repletos de vento, logo parece que o tempo não quer ajudar. Entro na net e vejo as várias previsões nos vários sites especializados, depressa chego à conclusão que Sábado de tarde, dia 9 de Dezembro, vai dar molhar os anzóis. Assim organizo tudo para que nessa tarde dê para dar uma escapadinha até um pesqueiro qualquer. Decido então ir até a zona poente de Albufeira onde existem vários pesqueiros de falésia a baixa altitude. Chegada a hora, começo a preparar 2 kilitos de sardinha para o engodo, arranjo uns ralos e uns camarões e toca a mexer que se faz tarde, não à vento e o sol brilha, mas o frio aperta diz-me que calor é tudo o que não vou ter hoje. Pelo caminho começo a pensar onde recairão os meus lançamentos e depressa me decido pelas falésias de São Rafael. Após chegar ao local reparo que muitos colegas de vício também escolheram esta tarde para tentar a sua sorte, é então que me decido onde me vou dirigir exactamente. O pesqueiro escolhido é constituído por uma ponta de pedra onde os sargos gostam de mariscar, veremos se estão lá hoje. Meto conversa com um local que me diz que os seus anzóis vêm limpos mas peixe em terra nem vê-lo: “Fiz vários lançamentos na praia, e nada, nem eu nem ninguém, pelo menos que eu tenha visto. Eles comer até comem, mas estão a fazê-lo de faca e garfo…” dizia-me este homem, ficando logo com a pulga atrás da orelha. Chego ao pesqueiro e começo a fazer um baldinho de engodo, a maré sobe e as águas estão tapadas mas não da cor desejada. Após os primeiros lançamentos reparo que o peixe está lá, mas existe muita miudagem. Colher a colher o pesqueiro vai sendo feito, vão saindo alguns sargotes pequenos, a maioria têm mesmo de ser devolvidos à água. Noto que muitos desferram e penso para mim: “Eles não estão a comer de faca e garfo estão é a comer com pauzinhos chineses”. À medida que o tempo vai passando, vou mudando de montagem, pesco cada vez mais fino até que ferro 2 ou 3 bons peixes mas todos eles desferram. O pessoal nos pesqueiros em volta diz o mesmo: “Eles picar picam, não fica é nenhum!!!” Passados alguns minutos lá tiro um sargo bom mas assim que lhe jogo a mão para lhe tirar o anzol cai, vá lá que foi já cá em cima. Foi apanhado apenas pelos lábios superiores, mais um pouco e ficava a fazer companhia aos outros, por aqui se vê como estavam as comer. O tempo vai passando, os ralos vão-se acabando e o peixe vai colaborando apesar dos maiores estarem muito finos. Mesmo ao acabar da pesca ferro outro bom, trabalho o peixe até o trazer à tona d’água mas mais uma vez vai embora. O Saldo final até não é mau, levo meia-dúzia de Sargos e um Bodião e muito peixe foi devolvido, o sol já se esconde e o frio é cada vez maior. Começo então arrumar com a certeza que tenho de lá voltar, pode ser que noutro dia eles estejam mais esfomeados. December 04 Iniciar Dezembro na Faina
Dia 1 de Dezembro, feriado, o mesmo é dizer dia de FAINA. Acordo bem cedo, às 6 da matina tenho de estar em Portimão para me encontrar com os meus amigos Meco e Zé. O caminho de hoje vai levar-nos até à Costa Vicentina. Já todos juntos, fazemos a habitual paragem para o cafezinho na área de serviço de sempre, e como não podia deixar de ser, a esta hora, em cada 20 pessoas que aqui entram 19 são pescadores a caminho da Vicentina. Entre eles encontramos amigos, O Roger e o Pica, que já estão de abalada e também vão à procura dos nossos amigos Sargos, a diferença é que eles já sabem onde os procurar, nós não.Com o cafezito tomado, lá decidimos apontar baterias para o famoso Treme-Treme em Aljezur.
Entre dois dedos de conversa, o tempo passa a correr e já estamos a chegar ao pesqueiro. Ainda de longe o mar parece mais parado do que esperávamos e logo soa um: “O Mar tá parado!!!!! Já tamos lixados….”, mas como a observação do mar não deve ser feita à distância, com o aproximar da falésia lá nos apercebemos que o mar até mexe. O local onde se deixa os carros diz-nos que os pesqueiros mais devem parecer uma feira, mas tem de haver um cantinho para estes três amigos. Saímos do carro e observamos o mar e os colegas que já tentam a sua sorte. Peixe nem vê-lo, não se vê nada. Ninguém tira nada e ainda nem começamos a faina e já estamos a pensar em mudar de sítio. Conferenciamos e decidimos ficar, até porque um dos melhores cantinhos para engodar está livre. Começamos a montar o material e logo começam a sair os primeiros sargotes. São pequenos mas dão para animar a malta, o Zé, o mais inexperiente nestas andanças da pesca à bóia, logo se começa a aperceber da beleza da modalidade e também ele se começa a viciar nesta técnica. Entretanto aparece o meu amigo Ferreira, conhecedor da área, também ele vem à procura “deles”, mas pelo que vejo a sua pesca vai ser feita à chumbadinha. Os sargotes continuam a pingar mas de repente tenho de soltar um: “Epá pede lá aí um cesto….” ao qual oiço logo a resposta do Meco: “Cesto para quê, para tirares o fundo????”.Mal sabiam eles o que tinha no anzol, volto a dizer: “Olha lá, traz lá a m…. do cesto, já viste alguma vez o fundo a andar????...” era um menino "pequeno", daqueles que nos move e faz palmilhar km e km atrás deles. Quando chega à tona d’água o Zé entoa logo “Belo Bicho, Belo Bicho!!!” mas entre o trabalhar do peixe e a montagem do cesto, algo se parte. O desânimo possui-me o corpo todo. A azia é tanta que nem que tomasse uma caixa inteira de “Rennie” ela passava. Recolho a bóia e vejo que ainda tenho tudo……esquisito, afinal de contas o anzol também vem??? Veio mas partido, perder um peixe daqueles porque o anzol partiu??? O desânimo é ainda maior, tou a pescar com 0.20mm no estralho e não parte, vai partir-se a porcaria do anzol logo atrás da barbela, "Olha que é preciso ter azar"……Era um belo sargo, uma autêntica tábua, daqueles que carinhosamente apelidamos de FUMADORES, tal é a sua dentição escura. Enfim lá continua a velha teoria, “Umas vezes é do peixe, outras do pescador” pior é que ultimamente comigo calha sempre para o peixe e não para o pescador. Continuamos a pesca na esperança de ferrar outro igual mas nada. Ainda aparecem nos meus anzóis dois robalotes e uma douradita que prontamente devolvi à água devido às suas pequenas medidas. São agora três e meia da tarde, o mar cresce e a maré está cada vez mais vazia, o peixe já raramente aparece, tá na hora de começar a limpar e arrumar. O dia foi excelente, o convívio do melhor para não variar, houve muito peixe apesar de pequeno, só pecou mesmo por aquele “magano” não ter colaborado e não ter vindo para dentro do balde, mas, enfim melhores dias virão e melhores anzóis também…. November 07 Uma manhã para descontrairSábado, dia 4 de Novembro, acordo mais cedo que o previsto, O Pedro (meu filho) tá cheio de fome e tenho de me levantar para lhe fazer um leite que o acalme. Após tomar o seu 1º alimento do dia, o Pedro volta a dormir, e eu já não volto à cama. Apesar de ainda ser noite cerrada e o tempo não convidar nada, a fainas, começo a preparar o material para sair. Penso para mim: "Vou mas é até Quarteira, sempre fico ao pé do carro, não vá o Diabo tecê-las e mandar por aí abaixo uma carga d'água daquelas...." e assim fiz. São 6:15 da manhã e aí vou eu em busca de uma manhã para descontrair. Chego ao local ainda de noite e parece que o tempo quer ajudar. O vento não é nenhum e chuva por enquanto ainda não caiu... Levo só o material da bóia para andar mais leve e o indispensável oleado para dias como os de hoje. Tudo preparado, toca a meter os ralos na água. Os primeiros raios de sol custam a rasgar o céu, pois as nuvens são tantas que mal se nota que já está a amanhecer. O peixe pouco colabora. Vou metendo conversa com o pessoal do fundo, mas esses até ao momento só viram os seus cigarros a queimar, peixe nada!!! Penso para mim, se não estão a dar ao fundo, então vou me aproximar mais da praia. Venho mais pra terra e lá começam a sair uns peixitos, pequenos, mas chegam para desalojar o stress acumulado durante a semana. O vento começa a ganhar velocidade e entretanto já caiu um rasgo de água. Acabo a primeira caixa de ralos, há que mudar de estratégia e de local, os corricadores da praia nem cheiraram os robalos e eu, pelos vistos, também não os vou cheirar. Mudo de sitio mas a história é a mesma, o peixe não cresce e o isco vai desaparecendo. De repente uma captura deixa-me intrigado. Um Sargo com o nariz inchado, porque será isto??? ![]() Este Sargo tinha no interior da sua boca uma espécie de "planta" em que a raiz acentava ai mesmo, no céu da boca do peixe provocando o "hematoma" verificado na foto. Após remover a dita "planta" pareceu-m que esta possuia um "flor" como se fosse a de um Perceve. Fiquei estupefacto, o mar tem destas coisas, sempre a surpreender-nos. As linhas do estralho são cada vez mais finas e a dada altura até parece que tou a adivinhar: "Se entra um peixe bom não vai ser com este 0.17mm que o vou tirar" era o meu pensamento. Nem mais nem menos, afinal sempre senti o cheiro a robalo, embora que muito, muito ao de leve. O menino não queria vir, ou melhor, veio só dar sinal de vida, apenas se deixava ver entre as pedras, as mesmas que acabariam por me cortar o fio. Lá dei comigo a pensar de novo: "Se meto estralhos mais grossos nem lhe chegam ao pé, se meto mais finos não aguentam...................hhhhuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmm!!!!!! Ficas para outro dia." Uma vezes é do peixe, outras do pescador. Tiro mais 2 ou 3 peixes e os ralos acabam, são 11:00, ainda tenho camarão mas a finalidade desta pesca está atingida. O vento já "agarra" na cana e no fio e parece que já não falta muito para vir nova carga d'água. Arrumo o material e vou andando. Volto em ritmo de passeio, vagueando pelas praias e observando os areais repletos de gaivotas. O Stress da semana já aqui não mora e estou pronto a disfrutar de outros prazeres, os da família...... October 09 Praia do Malhão - O Alentejo no seu explendorNo passado dia 7 de Outubro de 2006, lá fui eu fazer uma incursão à Praia do Malhão, perto de Vila Nova de Milfontes, para participar num encontro de pescadores promovido pelo site: Pesca Desportiva.
Arrancando bem cedo de Faro, por volta da 4:20, faço a primeira paragem em Portimão para "apanhar" um amigo de longa data, o "Meca". Seguindo viagem e paragem obrigatória numa bomba de gasolina da A22 para o indispensável café, começa o "bichinho" a saltitar, pois àquela hora podemos encontrar vários pescadores a caminho da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano, e podem imaginar o teor das conversas.
Bebibo o cafézito, fazemo-nos à estrada que o caminho ainda é longo e sinuoso.
Às 6:50 chegámos, o sol ainda não rasgou os ceús, mas a Lua Cheia desse dia/noite iluminava o suficiente para ver que houve muita gente a chegar antes de nós. Ficamos fascinados com a beleza natural quando passados poucos minutos chegam mais dois amigos: o Bento e o André.
Cumprimentos efectuados, toca a meter o material às costas que ainda temos de andar um bom bocado para depois escolhermos o Pesqueiro.
Chegados ao local, deparamo-nos com muita gente que já efectuam as suas tentativas de captura. Torna-se dificil arranjar um cantinho para os quatro, mas lá se arranjou. Começam a sair os primeiros sargos (pequenos) para animar a malta mas as bogas são mais que muitas. Às 10:30 chegam o resto do pessoal. Espalham-se pela falésia, que agora mais parece uma feira.
A conversa é boa mas o peixe teima em "não crescer". Sandes prá'qui, cerveja prá'li e já são 14:00. A maré agora esta bem mais cheia e é hora de começar a engodar. Passados 15/20 minutos o efeito do cheiro da sardinha começa a fazer efeito. Os Sargos "cresceram" e parece que querem colaborar. A pesca agora está no seu melhor. O peixe não é muito mas já acusam bom peso na balança. Entre comentários do tipo "olha este" ou "este era mesmo bom", começa de novo a falhar o peixe maior e depressa chegamos às 5:30, hora de começar a arrumar. Tudo às costas de novo, os braços sofreram o dia inteiro e as pernas também, o cansaço acumula-se. Partimos do pesqueiro com uma certeza: O dia foi excelente, houve peixe (se bem que mais pequeno do que esperavamos) o convivio foi o normal (do melhor) e o dia ficará para sempre guardado, pelo menos nas nossas memórias...
P.S. Podem ver as fotografias no album de mais um dia a "dar porrada no stress".
September 28 Ínicio de uma nova eraCaros colegas da Faina Hoje é dia de inventar, logo pensei em criar o meu próprio blog. Um espaço de puro lazer e desabafo, onde poderão encontrar relatos de dias bem passados, na companhia de amigos, numa actividade que me fascina desde que nasci (ou quase), a Pesca. Pesca embarcada e à bóia serão as técnicas aqui mais valorizadas, mas poderão encontrar também outras técnicas assim como destinos de pesca, links utéis, fotos da Faina, etc, etc.... Enfim viver em terra o que passamos no mar!Espero que gostem,..... |
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