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July 28

De volta à peanada...

Sábado, 26 de Julho, ainda de noite e por volta das 5 AM, lá nos encontramos na bomba do costume para o café do costume. Desta vez a equipa é formada por mim, pelo Meco e pelo Roger (o tal mister soneca) que desta vez chegou quase na hora (Milagre!!!). As expectativas não são as maiores (como no Inverno), mas há sempre aquela esperança. O pesqueiro escolhido é para mim novidade, chegamos ainda de noite após percorrer-mos alguns km’s de terra batida por entre um nevoeiro cerrado. Começamos a montar o material ainda com as luzes de cabeça acesas. Ao primeiro lusco-fusco e já os ralos estão dentro de água. Mal se vêem as bóias mas o vício não nos deixa estar quietos. Após 5 minutos dentro de água e a bóia já desapareceu, aí está o primeiro sargote do dia. Depois um robalote que teve de voltar à água e assim começa o frenesim. Eu e Meco vamos fazendo uns peixes, mas o Roger nem por isso. Alguns momentos depois decide mudar-se e começa também ele a engatar uns peixes. O peixe não é grande mas sempre vai dando para matar o vicio e ir compondo os baldes. O céu nublado ajudava à festa, mas assim que os primeiros raios de Sol caíram na água acabou-se... O peixe deixa de colaborar e verificamos que o pesqueiro está bastante areado. Por volta das 10 da manhã a pesca tava feita, agora só algum peixe perdido. Ainda aguentámos mais um pouco mas assim que o Meco começou com lançamentos para chegar a “Marrocos” foi o desastre total (no comments). Tava na hora de arrumar e voltar, o peixe não foi “daquela” bitola mas sempre deu para recordar como é pescar à Lei do Peão. Hajam mais oportunidades…

 

  

Que luxo, até dava para pescar sentado (deitado não dava “jêto”)

 

PS - Como podem ver à esquerda da foto as ilegalidades dos profissionais continuam, e quanto mais as fazem mais subsidios, que vergonha...

June 24

A estreia na 2ª

No passado fim de semana começaram as provas 2ª Divisão do Campeonato Nacional de Pesca Embarcada da F.P.Alto Mar na mitica localidade de Peniche e eu, após ter subido da 3ª Div. para a 2ªDiv, em ano de estreia total, lá fui todo contente na companhia de pessoal bem mais experiente. O clube que represento o C.P.N.D. Albufeira levou 8 atletas sendo o clube com maior representatividade neste campeonato.

O dia começa com a concentração de pessoal logo pelas 6 da matina no porto de abrigo de Peniche. Conversa acessa entre adversários-amigos de outras fainas e chega a hora de embarcar. Começa a ritual que simplesmente DETESTO, arranjar e preparar 3kilos de ameijoa congelada é no minimo detestável. Faz-se o sorteio dos lugares e pimba, outra vez uma lateral. "Mas que mal fiz eu!!!"- é o que vai na minha cabeça. O lugar que menos gosto, é sempre aquele onde tenho de inicar as provas. Nunca me calha um lugar de proa ou popa, porque será??? Mais a mais, acabei por ter ainda mais razões para não gostar deste lugar.

Pouco tempo depois de estarmos a navegar, chegamos ao pesqueiro, bem perto de terra por sinal, sensivelmente a umas 3 milhas da costa (se tanto), há que descontrair e pimba pescas para dentro de água. As pescas começam com cavalas atrás de cavalas, e uma safia ou outra para o pessoal que pescava nas pontas. Estes têm um maior raio de acção e pelos vistos começam a tirar partido disso mesmo. Depois 3 enleios seguidos, duas madres todas cortadas, que melhor começo podemos pedir?? Depois disto tudo lá tiro 4 besuguitos de seguida e a confiança começa a aumentar, só que o primeiro tempo acaba. Estarei provavelmente nos útlimos lugares neste momento, agora vou para a proa, há que recuperar. Assim foi 2º tempo e toca a a meter safia atrás de safia para o balde, intervalando com uns peixes-rei (piças) e pelo o exemplar do dia, um belo Peixe-Galo. Que beleza, nunca tinha apanhado nenhum na minha vida, e provavelmente não apanharei outro. Pena só valer 10pontos Triste...Se tivermos em conta que uma Safia com 18 cm vale 40 pontos, tá tudo explicado. Mais um tempo e toca a mudar de lugares outra vez. Começo de novo a recuperar e de repente vamos mudar de pesqueiro, fod...sss. Há pessoal que não sabe mesmo perder. Mudamos, não porque não estavam a apanhar, mas sim porque estavam a apanhar menos, mas as provas são mesmo assim. É claro que mudamos para pior, mas mesmo assim ainda apanhei qualquer coisa para "azar" de outros e nisto acaba o 3º tempo. Vem o 4º tempo e a hora da secura. Mal picava, lá saia um peixe de 5 em 5 minutos e é então que decido tentar apanhar um peixe "bonificado", pois já tinha sentido toques de peixe grande. Madres mais grossas que tenho preparadas para as provas (0.25mm), iscadas generosas e pimba lá para baixo. O peixe miudo vai ratando iscada após iscada, mas de repente e após um mamar quase que silencioso, o meu Tica Taurus começa a zunir... "Que belo peixe!", "Quer Xalavar, quer Xalavar" diz o meu parceiro do lado. E eu caladinho, apenas concentrado na belissima melodia que o meu Taurus me dava. "Epá ó chefe traga lá o Xalavar"- diz o colega de novo após 2 ou 3 minutos daquela bela sinfonia e eu a pensar "Mas eu não pedi nada" e pimba, lá vai aquele peixe belissimo, água baixo com um novo piercing. Provavelmente Dourada pelo toque, provavelmente bonificada na pontução, mas fiquei-me pelo provavelmente. A tristeza toma conta das minhas mãos, meto novo anzol, novas iscadas, mas o feeling já não é o mesmo.... e nisto toca a meter pescas para cima que chegou o fim da prova.
Após a contagem faço 4º do barco (em 8) e estou bastante contente mediante as condições. Os 3 primeiros começaram todos nas extremidades. Apanhei uma raridade e no fim quem tanto tentou ganhar da forma menos correcta acabou mesmo por ficar atrás de mim Boca aberta. São tão sabidos, tão experientes, tão armados em cagões e depois é o que se vê. Enfim.....
Chegados a terra o pessoal do clube tenta saber as classificações uns dos outros, e pode dizer-se que o CPND Albufeira mais não podia pedir. Todos os seus atletas, excepto um por puro azar, estão na primeira metade da classificação, assim:
Alexandre Dionisio (1º do barco e da geral), Gibelino Encarnação (4º) , Filipe Cintra (4º), Luís Ceia(4º), António Neves(1º), Fernando Silva(8º), José Bota(3º) e Nuno Fontainhas(4º). Um abraço especial ao Fernando Silva que com meia-hora de prova e quando já tinha mais do dobro dos pontos do 2º classificado do seu barco, cai-lhe todo o isco à água, azares que podem acontecer a todos.
Fiquem com a foto do peixe do dia. Abraço 

 
June 17

Iniciação no barco

Após a iniciação do meu amigo Pinto nas fainas à bóia, chegou a altura de o meter dentro de um barco. Tudo combinado e toca a zarpar mar dentro. A bordo do Simba, barco do meu grande amigo Zé Luís Costa, O Pinto, O Miguel e o Saca estão ansiosos por um dia em cheio. Olhem que belezura de embarcação:

Chegamos à zona estipulada e tocar a sondar. Existem por aqui alguns bons pontos de pedra misturados com alguma areia e lodo, onde costumam sair umas belas safias, pargos, sargos-veados, bicas e choupas de bom calibre. O besugo por vezes também dá um ar de sua graça, mas parece que não está fácil. A sonda marca peixe mas  os nossos amigos estão de boca fechada. Primeira meia-hora e duas safias a bordo, depois lá sai um pargote para animar o pessoal, mas mais 15 minutos e nem mais um peixe. Toca a levantar ferro e procurar novas paragens. Após 3 poitadas e a história repete-se, marca peixe na sonda mas não come...
Mas à 4ª poitada parece que foi de vez, começam a sair umas choupitas miudas, umas garoupas, umas safias até que......-"Pessoal deixem as pescas um pouco lá em baixo para vermos se eles se juntam", eram os besugos, e que besugos. Bem dito e bem feito, juntam-se os besugos e a pesca começa a ser LINDA!!! É cada um que até dá dó!! Besugo XXL que maravilha. Se o meu amigo Pinto já tava com vicio então agora... Depois para compor o ramalhete ainda tira uma bica. Já tá tudo contente e divertido, até dá para "matarmos" um rosé bem gelado.
Foi "uma hora há Belenenses" como costumo dizer, depois o ferro desagarrou e nunca mais foi o mesmo, mas tambéma faina tava mais que feita. Refizemos a poitada sairam mais uns peixes para compor a coisa e toca a ir almoçar. Como era dia de jogo de Portugal, iamos pescar apenas até às 15h00, escusado será dizer que com a pesca já feita ao meio dia e com uma mesa repleta de repastos caseiros, quando demos por ela já tavamos em cima da hora. A caminho de terra os sorrisos eram mais que muitos, este pessoal pode ainda não ser expert no que toca a fainas, mas no companherismo.....dão bigodes a muito boa gente. Obrigado amigos por um dia também passado.
Fiquem com a foto do meu grande amigo Pinto, o mais recém iniciado nas lides do alto-mar

 
June 04

Fainas em Revista

Está para breve o aparecimento nas bancas de uma nova Revista de Pesca. O PESCADOR de seu nome, será uma revista a ter em conta.
Espero que gostem, aqui fica a capa do 1º Número.
 
 
Já agora leiam com atenção o artigo sobre bóias de correr Boca aberta
May 26

NOTA DE IMPRENSA

COMISSÕES DE PESCADORES E POPULAÇÃO DO LITORAL ALENTEJANO E COSTA VICENTINA

Nós, populações do Litoral dos Concelhos de Odemira, Aljezur, Vila do Bispo, Santiago do Cacém e Sines, estamos indignados com a legislação que regula a pesca lúdica e as nefastas consequências da mesma sobre, as tradições, economia das localidades e a nossa própria vida.

Estamos completamente indignados por não nos permitirem utilizar os instrumentos tradicionais na apanha do marisco, ou seja por uma lei que nos coloca ao nível dos animais, já que esses apanham tudo com as “mãos e os pés!”.

Estamos indignados com uma lei que, em nome da defesa do Ambiente, trata com desigualdade os Portugueses, já que permite a alguns, (muito poucos), apanharem quantidades exorbitantes de mariscos, mas restringe o acesso a essa categoria a homens que toda a vida viveram do Mar tal como os pais e os avós!

Estamos indignados pelo facto das quantidades permitidas aos não profissionais serem ridículas, o que destrói o convívio e o prazer de viver em comunhão com a natureza e o Mar, como sempre foi apanágio do povo desta região! Até aos pescadores profissionais das embarcações está vedada a apanha do marisco a não ser que pertençam à lista dos 80 contemplados com licenças atribuídas com critérios pouco transparentes.

Estamos muito, mesmo muito indignados, com aos valores exorbitantes das multas aqui aplicadas, completamente desproporcionadas dos salários das pessoas mais humildes e das reformas dos velhotes!

Estamos indignados que se converta os Pescadores amadores num predador, quanto vemos os "barrancos" das explorações agrícolas intensivas, correrem directamente para o Mar, a poucos metros e sem qualquer tratamento e as chaminés das gigantescas instalações industriais atirarem para o ar, compostos de enxofre, etileno e outros químicos, responsáveis ou não pelo desastre ambiental que constitui o desaparecimento das Algas Laminares, aqui vulgarmente conhecidas como “Golfe”!

Assim, no seguimento de várias reuniões efectuadas a nível local (Sagres, Boavista dos Pinheiros, Odeceixe, Sines, Sonega...), e da nossa participação em encontros organizados por várias forças Partidárias, (Aljezur, Arrifana, Odemira e uma ida à Assembleia da Republica), é num momento em que se vão completar dois anos sobre a promulgação da Portaria, vamos realizar uma grande reunião plenária de todas as localidades do Litoral, no próximo dia 30 de Maio, às 21 horas, na Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes, para a qual estamos a convidar os responsáveis Governamentais, os grupos de Parlamentares, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e Clubes e Associações Recreativas e Culturais, muitos dos quais já estão integrados neste movimento, no sentido de:

- Ouvir os habitantes, que têm sofrido o impacto desta Lei, nomeadamente as pessoas mais idosas que têm sido as maiores vítimas, para quem fazer a maré faz parte da própria vida e constitui um complemento alimentar não negligenciável.

- Clarificar as posições de todas as partes envolvidas e fazer um ponto da situação da eventual alteração da lei.

- Informar de outras iniciativas já tomadas estas Comissões e Clubes de Pesca e decidir sobre outras a tomar no futuro imediato.

Convidamos o vosso órgão de comunicação a colaborar no sentido de divulgar a todos os Portugueses estas iniciativas.

COMISSÕES DE PESCADORES E POPULAÇÃO DO LITORAL ALENTEJANO E COSTA VICENTINA

Pelo porta-voz:

Carlos Manuel Simões Carvalho

Correio electrónico: cccarvalho2@hotmail.com

Contacto­: 964959803

Quinta Nova do Cerrinho

7630-052 Odemira

May 22

Outras estreias!!!

Pois é meus amigos, mais uma faina e esta poder-se-á considerar a Faina da Várias Estreias. Primeiramente a estreia do meu amigo Pinto que à muito me dizia: "Qualquer dia vou contigo!!!". Acabou mesmo por ir e veio de lá com tal vicio que já só me fala é em compar cana e carreto.
Para a pesca à bóia a estreia de uma nova namorada, uma Byron Mamoth 5m, que será utilizada para pescas leves e perto da água. Revelou-se uma caninha super macia, com um peso ultra leve o que nos faz sentir muito confortáveis e também se mostrou muito eficaz a ferrar o peixe.
Depois a estreia de umas bóias que, sabiamente, foram idealizadas pelo meu amigo Pedro Batalha. Parabéns Pedro estão impecáveis e "trabalham" na perfeição.
Seguidamente a estreia de uma linha, que me foi oferecida, para fazer os estralhos. Acabou por se revelar também uma excelente aposta, pena o seu preço elevado. (a linha testada não é a da foto)
Depois a estreia de uns anzois também eles oferecidos de forma a testá-los. São realmente matadores, um bico muito afiado, uma espessura minima e uma robutez acima da média. 
Assim resta-me dizer que a esta faina compareceram também os amigos Saca e Américo, que o convivio foi de novo cinco estrelas, e que os peixes voltaram a comparecer. Fica a foto para mais tarde recordar.
 

May 16

A minha terra de adopção

Hoje deixo-vos aqui uma conjugação de fotos, desta que é a minha terra de adopção, a PRAIA do CARVOEIRO, espero que gostem
 
 
April 07

O mar caiu e o peixe fugiu

6ª Feira, dia 5 de Abril de 2008 lá fui em e o meu amigo Michel sondar uns pesqueiros após mais uma semana de trabalho. Após ir buscar-lo ao trabalho (já depois das 22h) lá arrancámos. Primeiro ponto de paragem, 1 sargo que nem um palmo tinha para mim e 1 robalote com pouco mais de palmo para o Michel, tudo devolvido como é obvio. Assim, e passado menos de uma hora, arrumei o material e o Michel ainda se dedicou a apanhar uns caranguejos para as suas pescas semanais de 2ª feira. De seguida fomos ver outro local. Eu nem tirei o material, o Michel ainda fez 3 ou 4 lançamentos mas nada. Os toques era tudo de peixe miudo. Deixo o Michel em casa e ainda nem 1h30 Am são, por isso disse inicialmente que fomos SONDAR uns pesqueiros. Com os ralos guardados e com pena de os congelar, decidi que, se no domingo o tempo tivesse porreiro, ainda iria gastá-los. Assim foi, após muito vento no dia de Sábado, decidi que iria dar banho aos anzois, só para o material não se acomodar à despensa e não congelar o isco.
A  previsão não era a melhor, porque devido ao vento que tinha estado, o mar de certeza que tinha caído, mesmo assim lá fui. Chegado ao local verifiquei que não me tinha enganado no prognóstico, mar com pouca força e águas muitas abertas. Noto também que o pesqueiro que tinha em mente estava ocupado (tudo a correr pelo melhor para a verdadeira grade ou chibo, como queiram chamar). Optei então por um sitio mais baixo, pois a ondulação fraca assim o permitia. Lance após lance lá foram saindo uns peixitos, alguns devolvidos e outros ainda ..... é melhor nem dizer. As águas lusas deixavam ver alguns granjolas em cima das pedras a mariscar, mas comer as nossas iscas era muito dificil. Ainda tentei com estralho de 0.18mm, e consegui ferrar dois peixes bons, mas nem davam hipotese, assim que sentiam a prisão arrancavam pelo meio das pedras e cortavam logo o fio. Sem hipoteses e resignado, voltei a pescar com 0.235/0.205 e dedicar-me a apanhar peixe de 200/300/400gr, por sinal os únicos que se deixavam enganar. Mesmo assim e após 4 horitas de pica-não pica ainda deu para trazer dúzia e meia de peixes, entre sargotes e safias.

Material usado:

- Conjunto Taurus (cana de 6m e carreto 5000s Black)
- Bóia de correr de 40gr
- Estralho de 3 braças com 0.235 e 0.205 (pontualmente 0.18mm)
- Anzois Hayabusa (sorry não sei o modelo de cor)
- Isco: Ralo e Gamba

Fica a foto (meio mal tirada e com o peixe muito longe, mas prontos, foi o que se pode arranjar)

March 31

Após a pausa, anzois à água

Pois é, ao fim de um mês sem meter um anzol na água, ontem (domingo 31-03-2008) foi dia de voltar à carga. Desta fez uma deslocação ao Oeste do Algarve em busca de um qualquer sargo perdido. Para mal dos meus pescados foi nesse mesmo dia a mudança de hora, o que fez com que "perdesse" uma hora de pesca, pois gosto de começar a pescar quando o Sol rompe os ceús. Tudo combinado para uma pesca até à hora de almoço, eu, o Saca e o Américo lá arrancamos bem cedo em busca de mais uma manhã bem passada. Nem 5 minutos de viagem e já estvamos parados, Mega-operação STOP em todas as saídas de Faro. Controle de documentos e alcolémia e toca a seguir caminho, nós claro porque houve muito menino que já não saiu dali no próprio carro. Passados uns km's mais uma paragem, desta vez para aquele cafezinho da manhã (ou final de noite mais concretamente). Seguimos viagem sempre naquela conversa porreira que existe entre amigos e num instante chegamos ao pesqueiro. O mar tá mesmo de feição, mas o vento não nos quer ajudar, sopra mesmo de frente. Cada qual escolhe o seu sitio e toca a meter os ralos dentro d'água. Eles optam por um cantinho que é mais abrigado e eu opto por uma ponta de pedra na esperança dos sargos por ali andarem. Apesar de "sofrer" muito mais com o vento que os meus colegas, brevemente serei compensado. Após uns 10 minutos de ter começado a pescar, o peão de 50gr desaparece repentinamente na espuma. "É sargo e dos bons", penso eu. Era um daqueles sargos que nos fazem acordar cedo e deixar o quente dos lençois para trás. Após o trabalhar o peixe com bastante cuidado pois pescava na altura com 0.225mm no estralho, lá o meti a prumo e toca a puxar pelo meu conjunto TICA TAURUS (Taurus 6m + Taurus 5000s Black). Veio certinho e direitinho e nem bufou, afinal vale a pena investir em material como deve ser. Após meter o peão de novo dentro d'água dou comigo a pensar "Se isto continua assim, nem o vento me tira daqui". O vento era de facto forte e pior que tudo, para pescar onde supostamente o peixe estaria, tinha de meter a linha de lado ao vento, o que fazia com que esta fizesse um enorme "balão/ceio". Mesmo assim continuei e logo a seguir outro sargo, desta vez mais pequeno, mas já de boa "bitola". Entretanto tinha chegado outro companheiro que estava ao meu lado e também ele tinha tirado um belo sargo, na casa das 500/600gr. Nisto acontece-me uma que só visto....
Devido à técnica usada (peão com estralho do tamanho da cana) e também ao relevo, os lançamentos são normalmente feitos em chicote, e devido a isso mas também à minha estupidez/distração/azelhice/azar, ao fazer um lançamento acabo por partir a ponteira da cana. O estralho dera uma volta numa ponta de pedra sem eu me aperceber, o que fez que a força do lançamento tivesse sido aplicada na ponteira da cana. Da próxima já sei... Mas eu não tava nem aí porque os sargos andavam ali. Fecho a cana e vou ao carro buscar outra cana. Mas quem anda nestas andanças já sabe, "Quem vai ao ar perde o lugar" e assim foi. Quando voltei já tinha o lugar ocupado, pior de tudo é que quem o ocupara não estava a aproveitar o que o pesqueiro dava. Enquanto isso o meu "vizinho do lado" já tinha tirado mais dois do mesmo tamanho e perdera um granjolas. Mesmo assim ainda tentei mas não conseguia alcançar tão desejada espuma. Tentei em todo o lado possivel e nada. Com o vento cada vez mais forte tive mesmo de desistir daquele sitio. Juntei-me então ao pessoal amigo que ainda não tinham provado o sabor de ter um peixe ferrado. Mais uns 30minutos e tavamos a arrumar. Não se sentia nada e os ralos após 5/10 minutos na água voltavam igualinhos, a acrescentar ao vento que era cada vez mais forte. Fomos então a outro pesqueiro mais abrigado do vento, tão abrigado que nem o peixe lá ia. Apesar de ter umas condições espectaculares (boa espuma, bastante marisco, muita pedra partida) o que é certo é que não andava por ali nada. Já muito perto da abalada lá tiro outro peixito com umas 250/300gr, mas em vez de ter sido rente à pedra foi a pescar bem longe. Tava feito e na hora de arrumar. Valeu essencialmente pelo convivio (sempre 5****) e para mim por aquele inicio onde senti bom peixe. Ficam umas fotos duma manhã bem passada.

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    Ó pra ele a dizer que quer ir para o forno....                       O "exemplar" do dia

March 26

Fainas em modo OFF

Pois é meus amigos, tenho andado muito calado porque não tem havido fainas. Tive em casa retido e obrigado durante 15 dias e então não houve pesca para ninguém. Mas brevemente voltarei a carga, eles que se cuidem...

Fica aqui uma brincadeira feita pelo meu amigo Zé Luís Costa, espero que gostem tanto como eu gostei

 

February 29

Algarve: alerta para falésias ???

 
 
Algarve: alerta para falésias
Campanha vai avisar residentes e turistas sobre os perigos das falésias
 
"Uma grande campanha vai ser lançada no Algarve até ao Verão para alertar para os perigos das falésias da Costa Vicentina. A iniciativa foi ontem anunciada pela governadora civil de Faro, Isilda Gomes, depois de uma reunião, que foi convocada no dia 12, antes do acidente que vitimou dois cidadãos alemães, com os presidentes das câmaras de Aljezur e Vila do Bispo, Autoridade Marítima, Protecção Civil, Parque Natural da Costa Vicentina e Comissão de Coordenação da Região do Algarve. Segundo Isilda Gomes, a campanha será levada a cabo nos jornais, rádios e hotéis, através de spots e anúncios publicitários, flyers e folhetos.
"Pretende-se que a acção seja acessível a todos os turistas e residentes, por forma a que ninguém que viva ou visite a região fique sem conhecimento das áreas perigosas de fácil acesso", frisou a representante do Governo no Algarve, adiantando que a informação será colocada em todas as unidades hoteleiras e de alojamento da região, bem como nos postos de turismo.
Esta é, para já, a medida adoptada por aquele grupo de trabalho a fim de minimizar um problema que "não sendo um drama, é preocupante", nas palavras de Isilda Gomes. É que, de acordo com aquela responsável, a colocação de placas e avisos nos pontos mais perigosos das falésias e arribas da Costa Vicentina não fará diminuir o número de acidentes, pois o que está em causa "é mais uma questão cívica, da necessidade da segurança das pessoas ser assumida por elas próprias".
"Cada um deve ser co-responsável pela sua segurança. Cada pessoa é um agente da protecção civil", defende Isilda Gomes, referindo-se em particular aos pescadores lúdicos, os quais têm "os seus métodos", sendo "muito difícil incutir a quem pratica esse desporto a ideia de que o mesmo deve ser praticado de forma segura".
A campanha de sensibilização deverá ser suportada financeiramente pelo Governo Civil, com o apoio dos dois municípios da zona e Região de Turismo do Algarve. Outras medidas serão posteriormente tomadas, garantiu a governadora civil. Desde Janeiro deste ano houve na região cinco acidentes envolvendo quedas de falésias - que causaram dois mortos e três desaparecidos -, todos na zona de Sagres e quase tantos como os registados em todo o ano de 2007. "
 
In Diário de Notícias online
 
Hoje não venho para relatar nenhuma faina, venho mostrar a minha indignação. Isto é a realidade deste nosso pedaço de terra à beira-mar plantado (e não país civilizado como muitos lhe chamam, e muito menos Europa). É muito bonito esta acção de sinalização das falésias da costa Vicentina, muito bonita mesmo. Primeiro deixa-se morrer não sei quantas pessoas e depois vamos sensibilizar. Acho bem, mas também já sei que também vou ouvir muitos "Epá não sejas assim, mais vale tarde do que nunca!". E já agora, os concelhos de Lagos, Portimão, Lagoa e Albufeira não têm falésias perigosas??? (falo apenas do Algarve por não conhecer todas as outras regiões). Será que nestes concelhos é tudo maravilhas??? Se não precisam de sinalização/sensibilização, então só posso concluir que não deve existir perigo algum nesses concelhos. Ou será que foi porque a comunicação não deu o mesmo destaque quando aconteceram acidentes nestes concelhos??? Sinto-me envergonhado, frustado, indignado..... por viver num local em que sou governado por todo uma cambada de pessoas imcompetentes, irresponsáveis e mais não fazem mais que reagir em vez de agir, que mais não fazem que espetar impostos sobre impostos, e no fim ou andas na linha como o combio ou ainda tem de pedir um empréstimo para pagar multas. Já me vou habituando a isto, primeiro foram a licenças por um preço que....no comments, agregado a isso a nova legislação, que foi elaborada por pessoas que percebem tanto de pesca como eu percebo de...... nabiças. Depois atitudes destas que só servem para calar a comunicação social.
Por acaso alguém se lembrou que proibiram a pesca no locais mais seguros??? Disso não falam? mas também não vale a pena.
 
Apenas concluo que os "DIAS DE FAINA" estão cada vez mais díficeis... Deixo-vos uma foto de um pescador numa falésia em Albufeira, que ao olhos dos nossos "decisores" não apresenta qualquer perigo, por isso não vale a pena Sinalizar.
 
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February 17

A noite da Faina

Na passada 6ª feira, dia 15 de Fevereiro, o "bichinho" passou o dia todo a roer-me. Os prognósticos metereológicos para o fim de semana eram péssimos e a ideia de ir fazer uns lançamentos durante a noite não me largava. Chego a casa e faço 2 ou 3 telefonemas em busca de companhia. O bruno (companheiro já citado neste blog) sofria do mesmo mal, tava em pulgas para ir também fazer uns lançamentos, pois o vento tem sido muito e as fainas poucas. Trato das coisas que tenho a tratar, arranjo uma caixa de ralos (obrigado Salvador) e toca a encher o bandulho de comida que esta noite vou-me a eles. Já perto da hora combinada recebo um telefonema do Bruno a desmarcar a sua ida devido a um imprevisto. Penso para mim: "Tenho tudo preparado, uma caixinha de ralos que estão mesmo a pedirem para irem para dentro de água....quero mais é que se lixe, vou na mesma. Chega a hora e lá arranco, uma caninha preparada para pescar à chumbadinha e outra para a bóia e seja o que Deus quiser. Chego ao local e vejo que eles andam por lá, pois de vez em quando ouvem-se as petingas e as mini-tainhas a saltarem fora de água. O vicio aperta cada vez mais até à hora de meter os anzóis dentro de água. Começo pela chumbadinha mas nada, apenas um sargote, que nem palmo tinha, e como já se sabe o seu destino foi...água com ele. Após meia-dúzia de lances sem sentir nada, começo a preparar a cana de bóia deixando a outra a pescar sozinha. Isco um ralinho à maneira e zás bóia para dentro de água. Entretanto tiro a outra e nada, o isco vem na mesma.... "mau mau, será que se foram embora???" Após quatro um cinco lances o ralo ainda é o mesmo, começo mesmo a pensar que os sacanas "bazaram" literalmente, até porque o barulho inicial do peixe miudo já se deixara de ouvir. Mais um lance e já com a esperança em baixo, começo a ver a bóia a dar sinal....Será??? Nisto desaparece lentamente, pimba já estás!!! Já livrei o chibo, ou a grade, como lhe queiram chamar. Um robalote na casa das 500gr, nada mau.
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Nos cinco lances seguintes tirei mais 2 o que deixava bastante contente. O tamanho não era nada por aí além, mas tirar uns peixinhos destes com linhas na casa dos 0.18/0.20mm dão sempre alguma excitação. Seguidamente ferro um belo peixe, provavelemte outro robalo, este sim devia ser um belo bicho, mas quem pesca com linhas já anteriormente faladas não pode esperar muito quando um peixe maior dá um arracada com este deu, resultado não o "tive" nem 10 segundos, é assim! Com a excitação toca a meter um linha mais forte. Deixo de sentir peixe, nem à esquerda, nem à direita, nada!!! Passados uns trinta minutos sem sentir nada, volto a pescar com linhas mais finas, e ..voilá! Outro robalo, este já com umas 600/700gr. Dou comigo a pensar: "Será que o peixe vê assim tão bem??? Tinha 0.18 e tirei peixe, meti 0.235mm e nada. Volto ao 0.18 e foi quase mal caiu dentro d'água. Olha que o peixe.....". Após isto ainda tirei mais 3, mas dois regressaram à base pois se tinham medida devia ser "rés-vés campo d'ourique". Com os ralos no fim, e com o espaçamento entre toques a serem cada vez maiores decido então começar a arrumar. Tava feito, o bicho que me roeu o dia inteiro estava agora fraquinho, tão fraquinho que provavelmente só me irá chatear de novo nas proximidades do próximo fim de semana.  
February 15

Momento de humor

Hoje deixo-vos aqui um video que um amigo me enviou. Posso-vos dizer que chorei a rir. Também é disto que se fazem as fainas!
 
 
 
February 11

Fainas de Carnaval

Pois é meus amigos, passou-se o Carnaval e parece-me a mim que os peixes também andaram em bailes de mascaras e resolveram não comparecer nos meus anzois. As fainas até começaram bem, pior foi o resto. Na noite de dia 1 de Fevereiro a convite do meu amigo Michel lá fomos fazer uma perninha à noite. Após alternarmos de pesqueiros, o michel lá tira o primeiro peixito da noite, um belo robalo que acusou 2.304kg e foi o peixe da noite. Após este sair ainda sairam mais 2 robalotes, 1 baila e 5 sargotes, mas em nada comparados ao anterior.
   
O resto dos dias foi uma desgraça autêntica. Vários pesqueiros, de dia e de noite, excelentes condições para dar peixe graúdo e nada de jeito, apenas uns sargotes palmeiros e pouco mais. Este ano ando de veras triste com as fainas pois os sargos grandes parecem que este ano não querem aparecer. Mas é assim, os dias de faina continuarão e melhores dias virão!! 
January 21

Faina no Alentejo

Aqui fica a Faina de um amigo Alentejano, a provar que cada local tem a sua técnica. Um Obrigado especial ao Fernado Encarnação, autor desde video.    

  

January 04

As Faina em férias de Natal

Pois é, as férias acabaram. O que é bom acaba depressa e por estes dias já estou de volta à rotina diária. Ficam para trás umas fainas de férias que foram bem menos produtivas do que o esperado, não em quantidade mas sim em qualidade. Os sargos de Inverno, parece que este ano, teimam em não encostar, mesmo após alguns dias de temporal parece que não querem nada connosco. Com isto restou apanhar uns mais pequenos e outras espécies que foram aparecendo, também estas raramente de bom porte. O companheiro destes dias junto ao mar, foi o meu amigo Michel que anda de ganas atrás dos fumadores mas eles teimam em não aparecer, mas no último dia lá provou o gosto de tirar um bom sargo em falésias, mas nós queremos mais, muito mais. O saldo final saldou-se em vários sargos, escassos aqueles que tinham 300gr ou mais, algumas douradas também elas pequenas e alguns robalotes, em que os maiores acusaram 1 kg e 1,2kg.

Uns dias melhores, outros dias piores, é mesmo assim, até porque para mim FAINA não é sinónimo apenas de peixe, mas sim de muito mais. FAINA é sinónimo de diversão, alegria, companheirismo, bem-estar, desporto etc etc. A Faina é vivida não só no acto da pesca mas sim nas conversas diárias, nas discussões saudáveis sobre isto ou aquilo, nas brincadeiras que se fazem à volta de alguns acontecimentos mais caricatos, enfim tudo faz parte.

Ficam aqui duas fotos das últimas Fainas de 2007, e que 2008 nos traga muitos e bons momentos de Pesca, daqueles que chegamos ao final de mais uma jornada e pensamos para nós próprios: “Epá que dia bem passado”

Um Bom 2008 para todos!!!!
 
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December 19

Dias "Natalícios" de Faina

  FELIZ NATAL
 
E um 2008
cheio de Fainas
December 11

Voltando às fainas nocturnas

6ª Feira, dia 7 de Dezembro, após mais um dia de trabalho, tinha agendada mais uma pesca com o meu amigo Bruno. Após jantar e dar de jantar ao meu reguila, lá arrumei a trouxa e rumei ao local combinado. O tempo queria ajudar, pois durante o dia tinham estado umas ventanias valentes, mas assim que o sol se escondeu o vento também desapereceu. 
Chegado ao local, monto tudo e começo a dar molho aos ralos. Os primeiros indicios não são maus. Apanho dois sargotes que devolvo à água, não por não terem medida mas porque ao saber que eles por lá andam e por não querer levar muitos para casa, decidi então levar apenas aqueles que não tinham hipotese de salvação. Entretanto ferro um sargo maior, que após uma arrancada mais forte se acaba por desferrar. Nisto chega o Bruno, conversa práqui, conversa práli, lá decidimos mudar de local. Assim fizemos e mais dois sargotes. O Bruno não tava muito contente, então foi experimentar noutro local e eu, teimoso, fiquei-me pelo mesmo sitio. Os toques não eram muitos, mas sempre dava para matar o vicio. Nisto uma boa investida, trabalho um pouco o peixe e penso logo tratar de um robalote, que se viria a confirmar. Já estava, uns sargotes e um robalote, tava a pesca já encaminhada. Mais uns lançamentos e mais um ou outro sargote, e ainda tive tempo para perder outro robalote mesmo quase a sair da água, vinha mal ferrado e prontos lá foi ele. O Bruno entretanto voltou à base já acompanhado de uma bela baila. Mais uns lançamentos e nada, decidimos então ir acabar com o isco no sitio onde ele tinha apanhado a baila, pois os toques eram cada vez menos e de peixe miudo.
Bela ideia, logo ao 2º ou 3º lançamento pimba, engato outro belo robalo que após algumas corridas lá se decidiu em vir para dentro do balde. Que sorte, os toques eram tão poucos e de peixe tão miudo e calhou-me logo este "marafado". Lanço de novo e sinto um valente puxão. Inicialmente ainda fiquei na dúvida mas depois não havia que enganar, tinha ferrado um belo polvo, e que polvo, mas ao contrário do esperado o sacana um pouco antes do Bruno lhe meter as gadanhas em cima, desferra e eu .........que até já tinha o gostinho a arroz de polvo na boca.
Mais 3 ou 4 lançamentos cada um e tava na hora da abalada, com a certeza que este bocadinho à pesca já tinha limpo o stress de toda uma semana de trabalho.
Fica a foto para a recordação.

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December 05

A alegria dum jovem na faina

No passado dia 1 de Dezembro (Sábado) marquei uma pesca diferente, uma reunião de amigos! Entre o Bruno, o Meco, o Roger, o novo viciado Mendonça, eu e o Carneirinho juntou-se mais um membro, o Ruben, um jovem de 15 anos.  
O dia começa sempre com o cafézinho matinal, e para mal dos meus pecados, existe sempre aqueles que nunca ouviram falar em despertadores... Tenho de ir com eles a uma qualquer "Loja do Xinês" para lhes mostrar que existem uns aparelhinos que tocam à hora que queremos e assim não deixarmos os outros de seca.
Após estarmos todos juntos, recebemos um telefonema de um outro amigo a dizer que havia uma vaga malandra no local escolhido e que não daria para lá pescarmos. Foi então que decidimos ir para a Praia da Ingrina, local calmo, de fácil acesso e que é um sítio com paisagens magníficas. Chegados lá, encontramos a água mais limpa do que aquela que vem nos garrafões, mas como o intuito não era o peixe mas sim o convivio, por ali ficámos. Iscada após iscada, lá forma saindo uns peixinhos, sem nada de especial (sargos palmeiros). O melhor da festa foi mesmo, ver o pequeno Ruben, ali à pesca como se nada mais existisse, tal era a concentração e excitação.
Depressa chegamos à hora de almoço, hora combinada para regressar à base. Fica para trás uma faina diferente mas muito proveitosa, como já havia referido noutras alturas, "o melhor do mundo são as crianças", então ver uma criança à pesca.... é o melhor do mundo e arredores.
Aqui fica a foto do pequeno ruben!
 
                                     

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November 02

Iniciação de um amigo

Os dias correm lentos ao sabor da azafama diária e a ansiedade por chegar uma nova faina aumenta. Sensações agora vividas por mais um amigo meu de longa data, o MENDONÇA! Já lhe tinha metido o vicio da pesca embarcada, e agora por motivos da responsabilidae exclusiva de Neptuno, chegou a vez da pesca à bóia.
Chegamos assim a 4ª feira (31-10-2007), véspera de feriado, o tempo tem sido excelente por terras Algarvias, então há que aproveitar as noites de pouco vento.
Tudo combinado e marcamos arrancada por voltas das 22h. Hoje vou fazer o inverso do que gosto, ou seja, final da vazante e principio da enchente. Não tenho grandes esperanças, mas na pesca nunca se sabe, de uma coisa tenho a certeza, "anzol em casa não apanha peixe".
Chegados ao local preparo tudo, pois hoje o material tem de ser a dobrar. Conversa prá qui, conversa práli e tá na hora de meter os ralos na água. Primeiros lançamentos e começa bem (para mim), 2 sargos e uma bela choupa. Esta ultima foi alvo de análise atenta, pois era um peixe que não apresentava um grande comprimento mas uma enorme largura. Por esse facto teimei comigo mesmo que iria pesá-la individualmente em casa, facto que não costuma acontecer. Assim o fiz e para meu espanto (ou não!) acusou bem perto das 900gr, um peso enorme para aquele tamanho.
O meu amigo Mendonça ainda andava a levar baile: "Epá este gajos tão mesmo a gozar comigo, isto de picar é uma coisa, agora conseguir ferrá-los...". É mesmo assim, pois quem pensa que pescar à bóia é só ver esta afundar, tá muito enganado (muito mesmo). Com umas dicas e alguma paciência é chegado o momento: " Tava a ver que não, já me estava a ver a levar baile a noite inteira!" Pois é!! O 1º já está agora é começar a aprefeiçoar! Com isto o vicio começa a apoderar-se do meu amigo Mendonça. Sargo após sargo o ambiente é do melhor, com excepção da nortada se nos regela as mãos. Fazemos uma pausa para aconchegar o estomâgo e aquecer um pouco as mãos. Pelo tom da conversa apercebo-me que o vicio já está do pés à cabeça.
Já com umas sandes no bucho, voltamos à carga. Até às 4:00 foi sempre a dar-lhe, altura que os nossos amigos deixaram de comer. Pena não ter aparecido outra espécie (robalo), aí sim, teria a certeza que após o descanso merecido, acordaria com um telefonema do Mendonça: "Tou Filipe, tudo fixe desde à pouco??? Olha lá a loja tá aberta hoje??? Vens comigo lá ver as canas???"
 
Aqui fica o resultado de uma noite muito bem passada (excepção feita ao frio)
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